Providência

O que Deus permitiria ocorrer a um homem que, após 10 anos sem frequentar igrejas, acaba sendo lançado numa condição financeira perigosa?

Passei muito tempo sem participar de campanhas e indo muito além de apenas não dar o dízimo, mas esclarecendo perante a Bíblia que isso não se aplica aos gentios e acabei levando muitos outros a não dar. Sou incapaz de considerar a dança como parte do culto racional e deixei de ter respeito pelos grandes líderes gospel após testemunhar tantas heresias e mentiras que estes introduziram e continuam sustentando no meio das empresas eclesiásticas.

A palavra que melhor se aplica ao que sinto diante do misticismo estúpido que tomou conta dos cristãos de nossos dias é REPUGNÂNCIA… e, aos que conseguirem ler até o final desse texto, será feito uma revelação surpreendente e difícil de acreditar.

Parte 1 — Relato gráfico e cronológico de como cheguei a uma tênue situação financeira

Quem acompanha meu pseudônimo sabe exatamente que sou um cristão que prioriza a Palavra de Deus acima de tudo, não tendo um pingo desse moderno misticismo gospel em minha vida. Quem me conhece na vida real sabe que, apesar de meus esforços para ser prudente, a família e suas necessidades são minha prioridade.

Para revestir de veracidade o episódio que passo a narrar, decidi entremeá-lo com registros (capturas de imagens) de postagens que fiz nas redes sociais.

O que iniciou o “redemoinho” é um fato que não pode ser ocultado: desde 2013 vinha vivendo bastante incomodado com o carro que pudemos comprar, às pressas, antes do nascimento da Gabriela:


Quanto mais o tempo passava, maior a insatisfação e, com os defeitos, os gastos e as preocupações se multiplicavam:



Até que, durante os preparativos para o aniversário de dois anos de minha filha, o carro estava estacionado em frente a casa de meu sogro e…


O custo de um módulo novo seria de quase 2000 reais, sendo a solução obtida através da aquisição de um módulo usado que, somado à mão de obra, esfaqueou 1000 reais de nossas combalidas economias. O lanterneiro colaborou com 150 reais e, a despeito da certeza de ter sido ele o causador da condição desastrosa, não quis criar ainda mais problemas nessa situação que já me trazia tanto desgosto: tirei o carro da oficina e…


Muitos diziam que, anunciando e esperando, eu poderia receber uma boa proposta de compradores particulares, mas a necessidade de um veículo de transporte familiar e apoio aos horários incomuns de nossos trabalhos não permitia tal luxo: as lojas de carro, em plena recessão, avaliaram o veículo em, no máximo, 16.000 reais… e isso só em caso de troca por algum outro de seus estoques!

E como eu experimentei carros… foi um verdadeiro suplício ir testando não apenas vários modelos, mas também versões de um mesmo modelo (pois de ano para ano variam os desenhos dos painéis): o mais chato era aturar os vendedores que me tratavam como se eu fosse algum trouxa e teimavam em querer me enfiar em um carro que eu já sabia que não caberia!! Pior ainda foram as decepções com carros como o Fiat Idea (cabine grande, larga, mas um painel que desce em diagonal e não me permite sequer pisar no acelerador sem dor), o Ecosport (volante prendendo no joelho), alguns modelos de Civic (o teto terminava abaixo da minha linha de visão e eu teria de dirigir curvado para frente), todas as variações de Fox (espaço insuficiente para as pernas)… aí eu descobri que os carros que me cabem com conforto costumam custar de assustadores 50.000 para cima!

Enquanto isso, a esposa, influenciada por amigas, só falava em Renault e estava disposta até a fazer um sacrifício conjunto para comprar, por 42.000, um modelo 0 Km… só que eu entrei nos modelos (Logan, Sandero) e, mesmo cabendo, não senti firmeza… a estrutura parecia frágil… depois fui saber que, assim como os Peugeot (que são feitos na mesma fábrica da Citroen), esses carros franceses não se adaptaram tão perfeitamente ao Brasil.

Seguia em minha tristeza quando, indo a pé buscar minha filha na escola, resolvi olhar uma pequena loja de carros da Rua Aricuri e… fui apresentado ao Nissan Sentra! A estrutura consistente, o conforto do banco, a dinâmica da carroceria, o câmbio CVT… aquilo ali sim era um carro! Pena que pelo modelo 2012 estavam pedindo os mesmo 42.000 do Sandero zero…

Definido o objetivo, iniciou-se a busca pela oportunidade perfeita… e a internet foi, sem dúvida alguma, uma poderosa ferramenta nessa fase — Mercado Livre, OLX, iCarros, Webmotors! — onde pude pesquisar utilizando os mais diversos filtros, obtendo resultados relevantes, mas encontrando também algumas armadilhas como, por exemplo, uma tal de “Jordai Veículos” que publica anúncio com um preço e, chegando lá, informam que há necessidade de uma “pequena entrada”, sendo que de “pequena” não tem nada e corresponde a quase 30% do valor anunciado — no meu caso anunciaram um Sentra por 35.000,00 e esconderam a “pequena entrada” de 10.000,00 que deixava o valor final em absurdos 45.000,00!

Além da busca, ainda tive que enfrentar a forte negatividade da esposa, que sentia vergonha até da bela aparência do carro, querendo algo mais “humilde” e alegando argumentos pífios como “o IPVA vai ser muito caro”… Ora bolas! O imposto é cobrado de acordo com o valor do veículo e, portanto, o que se pagaria em um maldito (sim, peguei raiva!) e simples Sandero zero seria muito mais do que por um Sentra Flex que, apesar de ainda estar procurando, custaria menos de 35.000,00!

Esta parte da história já está ficando mais longa do que deveria, já que não é o foco do texto: descobri um Sentra 2010 / 2011 na própria Nissan Dara de Duque de Caxias pelo excelente valor de 32.000,00, porém eles avaliaram o Peugeot por apenas 13.000,00 na troca, o que, após a quitação do carnê, deixaria apenas uns 8.000,00 como entrada e prestações bastante desafiadoras. Acabei saindo dali e, com pressa para não perder a oferta, vendendo meu carro-castigo por 15.000,00 a uma outra agência que me deu pouco mais de 10.000,00 na mão e, ao invés de quitar, assumiu o carnê e se comprometeu a ir pagando as prestações restantes até vender e, aí sim, quitar.

Por que me importei em escrever toda essa história até aqui? Para registrar que não troquei de carro por orgulho, que não escolhi um veículo por vaidade, que não saí simplesmente gastando sem pesquisar e que tentei, ao máximo, ser prudente em minha aquisição.

Parte 2 — Quebrando a tênue situação financeira

Já vi pessoas cheias de fé e estupidez — geralmente mais estupidez que fé… — assumindo dívidas com as quais nunca poderiam arcar e terminando quebradas e com o nome sujo na praça por ter se baseado em uma conhecida passagem bíblica:

“Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece.” (Filipenses 4:13)

Vou traduzir resumidamente: o texto NÃO É um incentivo para que você saia dando passos maiores que as pernas e colocando a mão onde seu chapéu não alcança na esperança de que Deus vai ser obrigado a armar algum milagre para livrar a sua cara das consequências de sua vaidade ignorante! Sim, absolutamente ignorante, pois se você tivesse simplesmente lido o verso anterior a esse, poderia ter tido a chance de compreender que o verdadeiro cristão, a despeito das dificuldades que possam sobrevir (e não porque ele as tenha criado!), preservará sua fé — aquela original que só se pode obter ao ouvir a Palavra de Deus… e não essa das dancinhas e das barganhas — intacta!

Desse modo, mesmo tendo sido reformado sob a alegação de meu mal não ter ocorrido em consequência do serviço e ganhar apenas 2/3 do soldo de um 1º sargento, venho tentando andar de maneira prudente e conseguindo manter minha conta fechando os meses no zero desde então, sendo especialmente mais fácil quando surgem esporádicas oportunidades de realizar algumas atividades onde aplico meus conhecimentos de língua estrangeira.

É claro que gastos inesperados podem ocorrer, mas, ainda assim, atualmente tenho dívida a saldar com apenas uma pessoa e, antes de fechar o negócio, fiz questão de dar um jeito de ir até ela e, sendo parente, expor a necessidade da troca urgente de automóvel, pois tenho a intenção de quitar meu empréstimo até o final desse ano. De qualquer forma, minha “urgência”, iniciada em junho, só começou a ser solucionada no dia 29 de julho, quando pude colocar as mãos no carro… e os registros abaixo dão uma ideia de como foi tudo:



Tendo conseguido agendar a vistoria de transferência para o dia 12 de agosto, fui adquirindo as peças de manutenção com confiança, pois havia sido convidado por uma agência para a qual já trabalhei diversas vezes como free-lancer, desde julho, para mais uma atividade, conforme revelo abaixo:


Só para constar: eu estava disposto até a carregar algumas caixas, mesmo não tendo recuperado plenamente a força do braço.

Tendo em vista que, mesmo apertado, tudo acabaria dando certo, celebrei:


Pois não foi que na sexta-feira, 14/08 e imediatamente antes do evento, por pressão do desgraçadíssimo governo brasileiro através de seu ministério do trabalho, surgiu a súbita necessidade de que fosse levada a carteira de trabalho até a agência, pois a mesma correria risco de pagar multas caso algum de seus contratados estivesse em “situação irregular”. Isso gerou o seguinte diálogo e uma “postagem desabafo” que pode até ter sido enigmática para alguns, mas, diante do que acabei de expor, se tornará bem fácil de entender.

A saber, Carina é minha esposa e graças a ela eu tive a oportunidade de conhecer e ingressar nesse circuito de eventos.


E então… o que fazer? Ao menos o carro já estava com a documentação regularizada e pronto para atender nossas demandas de trabalho, mas… que trabalho?

Para ficar um pouco mais dramático, a conta de luz venceu no dia 21 de agosto e deixou minha conta no limiar dos 4 dígitos vermelhos. Tentei reverter a situação instalando uns Windows 10 e, que surpresa, pintou até a oportunidade de regularizar uma declaração de IR atrasada (e, mesmo com multa, tinha direito a restituição!), mas os três dígitos ainda estavam bem vermelhos no banco e isso teria um fortíssimo impacto no mês subsequente…

Parte 3 — Quando Me Vi Submerso e Envergonhado…

A partir de agora começa a parte pela qual decidi escrever e documentar um texto tão longo. Tudo começou quando uma mensagem bastante incomum foi enviada durante a madrugada:


Acordei e me deparei com esse texto que parecia bom demais para ser verdade. Tento ser cauteloso, evitando misturar abertamente as estações de minha militância cristã com minha vida pessoal e, diante dessas palavras que tratavam exatamente sobre o assunto que mais me incomodava, decidi dar uma resposta bem didática e cheia de precaução:


Notem que, mesmo na melhor das hipóteses, eu não cheguei, de fato, a crer que uma solução plena pudesse vir dessa oferta… tanto que usei o termo “atenuando” ao invés de “solucionando”! O diálogo foi concluído com uma promessa:


Estou acostumado às dificuldades, às soluções trabalhosas, aos processos demorados… já tão gasto no sofrimento que chego a não crer na possibilidade de que exista algo simples e direto aqui nessa terra… confesso: nem mesmo de Deus eu esperava uma “solução mais fácil”, pois Ele me tem permitido sobreviver um pouco melhor apenas através das oportunidades de trabalho.

E foi exatamente durante um trabalho, na tarde desta quinta-feira, que aconteceu o fato mais assombroso e mais humilhante que o Senhor já me proporcionou… e, mesmo agora, enquanto relato o ocorrido, não consigo deixar de me emocionar profundamente: eu até já havia esquecido da promessa de ajuda — ainda mais por já ter acontecido de surgir gente que dizendo que iria auxiliar e nunca chegou a fazê-lo — quando me chega a seguinte mensagem:


Eu vi, sorri e, com a lentidão da conexão, deixei a imagem do depósito carregando e fui resolver outras coisas. Esperava uns duzentos, trezentos reais… algo que pudesse melhorar, mas não sanar a falta que o cachê de 1.200,00 estava fazendo…

Quando retornei e olhei para a foto, quase caí sentado no chão! Foi (e ainda é) impossível conter as lágrimas de alegria e vergonha por haver duvidado tão displicentemente da possibilidade de ação de Deus:


Olhei de novo e de novo, pensando que pudesse ser uma pegadinha. Primeiro vi se o depósito era em cheque (pois já vi muitas histórias de enganos com esse expediente), mas estava lá: depósito em dinheiro!! Ainda incrédulo, acessei o banco virtual e vi minha conta com incríveis 4 dígitos no positivo… e isso em pleno final de mês! Essa quantia me permitiu não apenas sair do vermelho, mas custear toda o combustível do mês de agosto e até a conta de luz!

Nunca, ninguém — e isso em toda a minha vida — foi tão benevolente e em momento tão oportuno quanto essa pessoa de quem, baseado em Mateus 6:1–4, escondo a identidade na sincera intenção de que seja mui grandiosamente recompensado pelo Pai que vê em secreto!

Conclusão

Isso foi, sem dúvida alguma, além de um alento, um impulso para que eu prossiga me dedicando ao trabalho de propagar a Verdade acima de tudo, pois quem move o sobrenatural não somos nós, mas a vontade do Senhor, no tempo d’Ele!

Que cessem as tentativas de suborno ao Senhor, a falácia dos dízimos, a mentira das alterações de estado de consciência, as falsas marchas espirituais com finalidade exclusivamente política, os shows com músicas vazias… a religiosidade escravizante que lota as empresas eclesiásticas e serve principalmente para caracterizar a apostasia: eis aí a prova, absolutamente inconteste, de que o Senhor ouve e atende a oração daquele que O busca em espírito e em Verdade, mesmo que não faça parte do circo místico esotérico das palhaçadas gospel!

“Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera, A esse glória na igreja, por Jesus Cristo, em todas as gerações, para todo o sempre. Amém.” (Efésios 3:20–21)

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