Fé Pelo Caminho e Surdez No final
…E Aí Vim Parar No WordPress!

Há um tripé que sustenta a existência do homem: profissão, família e fé.
Houve um tempo em que a estrutura da família que construí quase foi abalada por conta da extrema pressão psicológica que estava sofrendo no âmbito profissional e me submergiu em um transtorno ansioso depressivo com eventuais episódios de síndrome de pânico.

Pretendo contar essa história detalhadamente em breve, mas no meio de tantos obstáculos ainda apareceu uma alma miserável para levantar suspeitas sobre alguma “brecha” em minha vida espiritual!
De quebra, o impulso inicial que tive através da literatura ficciosa que afirmava revelar segredos da chamada “batalha espiritual” me levou a seminários, congressos, leitura de muitos livros e, por fim, após mais de 30 anos esquentando o banco de uma igreja, a começar a ler a Bíblia por mim mesmo.

Lia enquanto tratava a saúde e acabei descobrindo as versões — na época 5, hoje temos muitas mais… infelizmente — e os trechos em conflito, fato que me levou a, sozinho, enveredar pelo aprendizado de um mixuruca grego básico, mas suficiente para esclarecer alguns pontos “acinzentados” da teologia que muitos líderes fazem questão de preservar obscuros apenas com propósito de domínio sobre a turba ignorante e esotérica…
Lia e escrevia, lia e perguntava, lia e levava os assuntos ao homem que chamava de “pastor” e considerava como um pai, mas que, infelizmente, foi mudando a forma como me tratava conforme ia deixando de ter respostas satisfatórias para minhas questões: de “questionador” virei “soberbo” e, pouco depois, “rebelde”!
Foi um dos momentos mais paradoxais de minha existência, pois ao mesmo tempo que minha fé em Deus crescia através do conhecimento da Palavra, não só a igreja onde nasci começava a naufragar nas ondas do pragmatismo e do misticismo, mas posso dizer que toda uma era — a de Filadélfia, para quem entende — estava chegando a seu final e Laodicéia vinha se estabelecendo com toda a força!

Então, no primeiro semestre de 2004, cheio de esperanças de que iria aparecer algum cristão sábio apto a responder minhas inconvenientes questões com amparo bíblico e de forma satisfatória, comecei a publicar tudo o que estava descobrindo na internet, de cara limpa… todo inocente…
Menos de três meses depois chegou o primeiro e-mail anônimo dizendo (mais ou menos, pelo que me lembro, isso):

Você gosta mesmo de Deus, hein?
Seus estudos estão incomodando muita gente aqui na igreja e abalando a fé de quem sustenta o negócio: se não parar com isso pode ser que seja colocado mais cedo para conversar com Ele!

Não fiz caso dessa ameaça boba, pois era coisa bem impessoal.
Continuei estudando e publicando de uma forma febril, pois durante toda a minha vida tinha sido um evangélico que ouvia falar as coisas, mas que, por mim mesmo, pouco conhecia: era um alívio libertador ter conhecimento para destruir os infundamentados grilhões místicos que me escravizavam… ter a certeza de que nada acontece sem a permissão do Senhor, até as doenças e a própria morte!
Foi por essa época que perdi o medo de morrer — ainda mais se fosse pela melhor causa para isso — e queria poder ajudar ainda mais pessoas através desse conhecimento: ainda estava aprendendo e me aperfeiçoando, mas ajudei e fui ajudado por muita gente “famosa” que começou nessa época
mas aí chegou um outro e-mail anônimo, muito provavelmente enviado pela mesma pessoa (ou grupo) e bastante mais sério:

Estamos vendo que é um servo de Deus sem medo da morte, mas a revolução que você e seus amiguinhos estão fazendo está causando prejuízo aos dízimos e ofertas.
Sabemos que sua esposa se chama fulana e trabalha em tal lugar.
Sua prima, sicrana, é guarda municipal e anda de moto assim e assado…
Como você se sentiria se, por causa da sua fé, alguma delas fosse “acidentalmente” enviada direto para o colo de Deus?
Eu, se fosse você, tirava esses textos do ar para poder viver em paz.

Tirei.
Não paguei pra ver se era algum brincalhão, pois a criatura sabia detalhes demais da minha vida para ficar arriscando… ainda mais a vida de pessoas que nem possuíam o mesmo conhecimento da Verdade que eu próprio ainda estava apenas começando a descobrir!
Fiquei uns seis meses sumido e com todo aquele material guardado em disquetes, sem saber o que faria.
A depressão apertou e até ocorreram alguns constrangedores episódios de pânico… o pior deles em um supermercado lotado.
Em janeiro de 2005, meio que apenas como comentarista de eventos gospel, surgiu o Teóphilo Noturno… e esse pseudônimo tem todo um significado correto e maravilhoso (que eu não vou explicar aqui).

Há quem não creia em ação do Espírito Santo e diga que cessou todo o mover miraculoso em nossa época e eu próprio ressalto, com frequência e veemência, que quem precisa ver para crer é maldito… mas começou a ocorrer um verdadeiro milagre em minha vida devastada, pois se do tripé original eu já perdera a profissão e a religião (não confundam com a fé!). Meu casamento foi preservado e fortalecido pelo Senhor e, papel primordial do Espírito Santo, fui relembrado da Palavra, recebi entendimento e, em agosto de 2005, no momento em que fui para uma mesa de cirurgia totalmente disposto a não voltar… Ele me respondeu com suavidade.
O impacto só veio na virada daquele ano: uma confirmação tão assombrosa que nem pude mais tentar escapar do que fui chamado para fazer:

JÁ PENSOU SE VOCÊ CRIA UM LOGOTIPO EM JANEIRO…
…E NO FINAL DO ANO ELE APARECE, NO ALTO DE UM MONTE, EXATINHO, TE OLHANDO?

Nem vou ligar se vocês disserem que é só coincidência e, inclusive, tirei fotos, pois o arrepio e o temor que eu senti quando vi esse sinal no alto do morro de Tarituba são inesquecíveis: eu sou, sim, o Teóphilo Noturno e provavelmente um dia vá pagar o preço por isso.

VEIO A VIDA

Seguiu-se minha aposentadoria (reforma) do serviço militar, meu envolvimento com todo tipo de falso cristão, os conflitos decorrentes, os debates, as traições…
Acho tão legal que Deus sempre me preservou da sedução pela fama… sempre me deixou ser testemunha das “ondas”: na última que participei, o fim veio durante uma oração, quando o autoproclamado líder dos protestos deixou escapar um “porque um dia seremos nós a estar lá em cima desses carros de som”… e eu nunca mais quis ir segurar faixa de protesto, pois mesmo não concordando com a comercialização do evangelho, também discordo intensamente das manobras que os comunistas empregam para tomar ou compartilhar o poder.

Revisar meus próprios textos está sendo uma oportunidade de ouro para um reencontro comigo mesmo, uma relembrança da sensação de agonia diante de tantas descobertas de, sem exagero, nível bíblico e a enorme ansiedade por estar tentando publicar um volume tão grande de conteúdo chocante, capaz de transformar radicalmente a vida de quem lesse e compreendesse…
Quantas noites de sono perdi, receoso de alguma reação satanista?

Ah se eu soubesse que o pior ataque que já recebi em toda minha vida ia partir do maior canastrão evangélico que já conheci — Danilo Garnizeh — e de sua rodinha de pretensos intelectuais cristãos, formada para tentar de me desmoralizar através dos mais sórdidos ataques “ad hominem”… agradeço a Deus por aquilo!
Sério!
Na época ainda sofria muito por conta do transtorno ansioso depressivo e passei por vários episódios onde a síndrome do pânico quase me consumia — certa feita minha pressão sanguínea chegou a impressionantes 23 x 16! — e todas aquelas acusações me levaram a um ponto onde, literalmente, vislumbrei a morte: se não fosse um AVC, poderia até considerar um suicídio…

Acho que foi na ocasião daquele covarde teatro de desmoralização que perdi definitivamente o receio de ser morto por causa do Teóphilo, pois ali eles orquestraram o assassinato de minha reputação diante de toda sociedade  que, apesar de virtual, até então tinha elevadíssima importância para mim!
Não se abordaram meus textos, nem houve refutação bíblica alguma, apenas ataques a minha pessoa, ou seja, uma identidade que até então me esforçava bastante para manter isolada do “ministério”.
Ali eu ganhei entendimento, persistência e capacidade de prosseguir… mesmo que sozinho.
Ali foi a primeira vez em que testemunhei gente alegando ser do “evangelho puro e simples”, mas lançando mão de meios tão imundos quanto os da política ou das denominações estabelecidas para alcançar algumas raspas de liderança, fama ou lucro.
Nem os satanistas foram tão sórdidos!

Reler meus próprio material após mais de uma década também está me permitindo reconhecer as falhas que cometia: não apenas as gramaticais, mas particularmente a mania de inserir informações de minha vida pessoal no meio de textos cujo conteúdo poderia até ser de relevância global, mas acabavam prejudicados pela inserção da pequenez de minhas agruras íntimas.
Reconheço agora que essa arrogância de querer me inserir como personagem da trama profética universal — e principalmente o medo de satanistas — foi influência, um resquício, das leitura das obras maléficas de gente como Daniel Mastral, Neuza Itioka, Rebecca Brown…
Não sou capaz de mensurar o quanto engano esses deturpadores da Palavra ainda podem estar propagando…

Ainda sobre essa releitura de minhas próprias publicações, vou constatando que as aflições daquela época eram bastante diferentes — para não dizer até “mais fáceis” — das que tenho enfrentado atualmente: a única que perdura é a escassez de recursos… essa é cumprimento profético do que disse o próprio Senhor Jesus Cristo!

…no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.

(João 16:33b)

A chegada dos filhos me deixou tão sem recursos que até perdi meu domínio original que, para evitar propaganda desnecessária, nem vou mencionar aqui.

Há muita história, muito aprendizado que aconteceu nesse tempo e pendente de registro e no primeiro semestre desse ano tentei implementar alguma coisa mais dinâmica através de uma “revista”, Teóphilo Despretensioso, lá no Medium, mas… o troço é muito cheio das restrições:

Como me sentia no medium.com
  • Tem que ser fundo branco;
  • Não pode alinhar imagem à direita;
  • Não pode colocar a imagem como fundo do título de uma postagem;
  • Não pode justificar ou alinhar o texto à direita;
  • Não pode mudar a cor do texto;
  • Não pode pedir cliques nem curtidas;
  • Não pode ir além de 5 míseras tags por texto;
  • Não pode adicionar widgets;
  • Nem uma edição de CSS eles permitem!

Enfim, parece aquele esnobe cheio de frescura que faz cara de nojinho e, no final das contas, acaba tendo um alcance totalmente inexpressivo, especialmente no Brasil.

E, no dia 04 de novembro de 2018, de súbito comecei a sentir uma grande pressão em meus ouvidos e os sons foram desaparecendo: minha surdez moderada degradou para profunda e eu, mesmo ainda não sendo capaz de prontamente dar graças a Deus por isso, estou trilhando o caminho do esforço e do bom ânimo.
Sofri sintomas e dores, mas a busca por um diagnóstico da causa foi inconclusiva e tenho aproveitado para compartilhar as experiências nessa nova condição com meus leitores (e espectadores às vezes, pois resisto a usar recursos de vídeos pelo grande trabalho adicional de, para atender aos surdos como eu, produzir legendas).

Quem não precisa de dinheiro?
Eu preciso e esse novo grau de surdez me restringiu de atuar no mundo de eventos com a mesma confiança que tive nesses últimos 10 anos, então, com um tanto mais de tempo obrigatoriamente sobrando, decidi que esse pode estar sendo um sutil toque para que eu não apenas volte a publicar sobre teologia, mas sobre cotidiano, minha batalha pela audição… até algumas ressalvas políticas (pois não há compatibilidade de certas ideologias com o cristianismo autêntico e, por isso, perdi o medo de expor esses enganos)!
Não sei se vai adiantar: assim como minha atuação na primeira fase não foi suficiente para impedir a apostasia, não espero que nessa segunda vá ter maior eficiência para evitar a tribulação…
Mas ao menos pode arrecadar alguma ajuda para as tantas despesas que nunca cessam de surgir…

Em 2018 raspei as economias e comprei esse domínio, garantindo a hospedagem até 2020.
Evoluindo, sem esconder identidade, aproveitei a “black friday” para garantir o atual domínio até 2024, me “separei” textualmente do Teóphilo ao transferir e concentrar todo material teológico n’O Pior Evangelho do Mundo (e online também!) e vou precisar de todo o auxílio que puder receber: siga os blogs; comente, curta e compartilhe as postagens, clique nos banners de propaganda (quando aparecerem) e, caso seu coração sinta que pode, doe diretamente a mim.
Não estou prometendo que bênçãos ou milagres vão te alcançar imediatamente, mas garanto que os recursos vão me permitir produzir, publicar e divulgar este conteúdo que — não para minha vaidade, mas para honra e glória d’O Senhor — através desses quinze anos vem despertando pessoas para o conhecimento da Verdade que liberta.

Isto posto…
Eu poderia estar roubando, matando ou me prostituindo, mas estou aqui escrevendo e com a certeza de que tenho muita coisa boa, capaz de auxiliar e esclarecer pessoas, para publicar.

Deixei o Medium pela absoluta falta de recursos e espero que se algum de seus administradores chegar a ler essa postagem, consiga enxergá-la como uma crítica construtiva a ser utilizada para a melhoria dos serviços, mas, por enquanto… você vem comigo para um lugar onde posso aplicar fundos escuros, alinhar fotos de qualquer lado, usar títulos com imagens no fundo e até banners e widgets!!
Não uso agências e faço, sozinho, cada ajuste para conseguir expressar o que se passa em minha mente e coração: edito as imagens, produzo os textos… e não me curvo ao julgamento alheio para “estar na moda” ou sem plena compreensão da lógica.

PRIMEIRA “CONFIRMAÇÃO” DO TEÓPHILO

Obrigado por ter lido até aqui e um grande abraço!

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Geovane Souza

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