O Mundo É Assim, São José (Parte 2)

QUANTOS PRIMEIROS PASSOS VOCÊ AINDA CONSEGUE CAMINHAR?

Precisamente uma semana, exatos dia e horário, após minha mãe ter deixado esse mundo ali estava eu, completamente abalado, porém o mais preparado possível para prestar o certame que se apresentava como sendo a melhor oportunidade da minha vida adulta.
Não culpo quem, à beira da cova aberta, me abraçou dizendo que iria contribuir financeiramente: alguns até pediram o número de minha conta corrente, mas compreendo tanto o arroubo emocional quanto o fato de que somos uma família de pobres onde cada um está passando por situação econômica tão ou mais miserável que a minha.

Pus minha vida em perspectiva: em um lar desprovido da figura paterna, uma das razões pelas quais ingressei na Força Aérea Brasileira aos 16 anos foi a de honrar minha progenitora, por quem fui responsável legal por toda a minha vida).
O golpe cruel veio quando, no momento de sua morte, fui escorraçado por uma lei que, criada pouco mais de um ano atrás, proibia o pagamento do “auxílio-funeral” àquela categoria específica de dependente!

Teria todas as razões para nem ter arriscado a viagem, pois passara aquela semana — originalmente destinada à revisão das matérias — pedindo esmolas para cobrir despesas do funeral e, mais do que isso, conseguir proporcionar alimento a meus filhos: dentre tantos familiares só duas parentes concretizaram algum auxílio e, no final das contas, quem me ajudou mesmo (ao menos naquele primeiro e mais negro mês) foi minha turma, a saber, os irmãos que ingressaram junto comigo na carreira militar.

Tamanha desolação acabou se tornando o impulso desesperado para tentar mudar essa realidade desgraçada: usei cartão de crédito para por gasolina e fui fazer a prova para Fiscal de Postura e Estética Urbana na cidade de São José dos Campos, o lugar que se fez meu sonho porque — ao contrário do caótico e degradado Rio de Janeiro — me permitiu um vislumbre de vida, segurança, urbanidade, progresso e ordem… sem a necessidade de sair do Brasil!

MINHA JORNADA

A reprovação, em março de 2018, no certame para auxiliar administrativo do Tribunal de Justiça de São Paulo me deixou calejado sobre o nível da disputa por vagas em uma cidade tão desenvolvida: desde então eu não conseguia parar de imaginar como poderia ser a existência em um local tão grandiosamente diferente desse furdunço violento e opressivo onde nasci e passei a maior parte da vida.
É claro que falar esse tipo de coisa de forma tão aberta não pode ser um comportamento impensado e, mesmo agora admitindo, relutei um pouco antes de chegar até essa conclusão, tentei encontrar coisas positivas às quais me apegar, mas mesmo o melhor pacote de atrações — a maioria relacionada ao clima de verão que não suporto! — não me encanta nem um pouco… ao contrário da realidade que facilmente encontrei ao retornar, em janeiro de 2019, até as terras joseenses.
Vejam o vídeo:

Peço perdão por adicionar tantos registros audiovisuais entremeados no que deveria ser apenas texto, mas (aos que são capazes de compreender) as datas das gravações e as emoções nelas demonstradas comprovam o quão espontâneo e gradual foi o crescimento de meu sincero fascínio por aquela localidade: seis meses após o vídeo acima retornei à cidade para mais uma visita e acabei criando material complementar que decidi publicar só agora, para consolidar o sentimento que me motivou a escrever essa série:

Foram mais alguns dias maravilhosos e de clima perfeito, com crianças podendo brincar em praças conservadas e uma sensação de segurança que não sentia há muito tempo: cheguei a ter tempo de ir ao aeroporto e entregar meu currículo à Azul, mas as oportunidades de emprego que encontrei ofereciam salários que, dado o valor que recebo por ser militar reformado, seriam suficientes apenas para me fazer subir na alíquota e imposto de renda e, calculando friamente, acabariam me fazendo pagar para trabalhar… e ainda por cima em funções absolutamente básicas que normalmente são atreladas às cotas para deficientes.

Enfim, acabaram-se meus dias ali e não teria como o retorno ao Rio de Janeiro causar mais frustração e revolta que as apresentadas no vídeo abaixo (publicado em rede social e o último dessa postagem):

E é difícil viver num lugar onde as coisas celebradas causam, mais do que indiferença, grande desconforto e até mesmo repugnância: verão, praia, carnaval… funk!!!
Tudo aqui é tão desorganizado que a documentação da “casa própria” onde moro é completamente irregular a ponto de não me permitir vendê-la: todos os dias eu ia pra internet ficar fuçando um emprego que pagasse o suficiente para aluguel e valesse a ascensão de alíquota no IR… até que em setembro esse concurso desabrochou.

Para ocupar o tempo e desanuviar a frustração, havia iniciado uma graduação em Marketing e estava obtendo médias excelentes no primeiro período, porém diante da possibilidade de ter recursos para morar em São José dos Campos — notem que para mim, além do local, o fator principal foi o valor do salário, pois até mesmo a estabilidade ou a perspectiva de uma segunda aposentadoria chegam a ser fundamentais — consegui uma apostila com mais de 600 páginas e passei a dedicar de 4 a 6 horas diárias ao estudo de “Plano Diretor”, “Leis de Zoneamento”, “Posturas Municipais”… coisas das quais até então nunca havia tomado conhecimento no Rio de Janeiro, fiquei deslumbrado ao conhecê-las por uma perspectiva joseense e, a partir de agora vou listar brevemente os pontos que mais me chamaram a atenção e me deixaram ainda mais convicto de que São José dos Campos é a pérola do Vale do Paraíba!

LEIS E FATOS

Para começo de conversa fui encarar o tal “Plano Diretor”, coisa que nunca tomei conhecimento nas quebradas cariocas e da qual vou, apesar de parecer chato, compartilhar as duas primeiras páginas:

https://www.sjc.sp.gov.br/media/45863/lc612.pdf

Imagino que a maioria dos brasileiros vá sentir preguiça de ler reles duas páginas de leis, artigos e parágrafos, por isso vou transcrever abaixo as partes que me deixaram absolutamente deslumbrado:

  • No primeiro parágrafo do 1º artigo já aparece uma impressionante instrução sobre a função do documento: definir diretrizes para as políticas setoriais e para a gestão do território e prever os instrumentos para sua implementação, orientando o desenvolvimento da cidade na direção do equilíbrio social e territorial;
  • No segundo parágrafo há uma importante menção ao papel desempenhado pelos agentes públicos e privados que atuam no município;
  • No terceiro parágrafo do mesmo artigo uma referência à sociedade civil organizada;
  • Já no segundo artigo há dois subitens que, consoantes, me deixaram particularmente encantado:
    • É direito fundamental do cidadão a inclusão social e territorial, efetivada por meio do acesso ao transporte de qualidade e à cidade acessível (Item II, letra d);
    • A cidade deverá ser plenamente acessível e segura, reconhecendo-se a diversidade de condições locais e dos municípios, e priorizando-se a fruição dos espaços públicos, o transporte coletivo e os modos suaves de deslocamento (item VI).

Conforme lia as leis, ia revendo tudo que vi funcionando enquanto estive lá e pude concluir que verdadeiramente há um esforço conjunto de governo e sociedade para a criação de um ambiente melhor… e me entristeci ao olhar para o Rio de Janeiro e não poder negar que funciona ao contrário: um governo trabalhando mal e uma sociedade destruidora do patrimônio público…
Quantas vezes eu próprio não testemunhei pessoas vandalizando estruturas públicas — praças, ônibus, estações… — e ainda dizendo “está ruim demais isso aqui, então vou quebrar que o governo tem que consertar”!
Por curiosidade, resolvi buscar o Plano Diretor do Rio de Janeiro e, para efeito de comparação, vou também publicar a imagem das duas primeiras páginas aqui:

http://www.rio.rj.gov.br/dlstatic/10112/6165622/4162211/LC111_2011_PlanoDiretor.pdf

Lendo esse monte de ideias elaboradas com a citação de nobres termos genéricos pode até parecer coisa séria, mas tudo se dilui na amplidão dos significados e acaba se perdendo antes da devida implementação, raramente alcançando os objetivos publicados “para inglês ver”: a cidade onde nasci se tornou uma grande latrina fervente e no texto acima apresentado a única coisa que parece ter valor é a paisagem!
Ora de que me adianta olhar a paisagem sendo assaltado e morto? Como vou ter acesso às paisagens se o trânsito é caótico, as calçadas desniveladas, as vias públicas esburacadas e tudo tão elitista, caro e distante? Que alegria vou ter olhando a paisagem após ter sofrido por horas dentro de um transporte público deplorável?!?
Pro inferno com as paisagens!!!

Outro detalhe genial é o conceito de políticas setoriais, que previne — ou ao menos minimiza as ocorrências — a, literalmente, zona que se estabeleceu no Hell de Janeiro: é casa grudada com igreja grudada com aviário grudado com mecânico grudado com serralheria grudado com cortiço ao lado da peixaria…
A perspectiva de ter imóveis que cumprem rigorosamente algumas determinações estéticas e funcionais às quais você também aceitou obedecer ao adquirir seu terreno permite uma maravilhosa sensação de ordem, tranquilidade e segurança.

Para não mais falar diretamente em planos diretores, só vou destacar o texto que não está nas duas primeiras páginas (e sim na 4ª) que fez meus olhos brilharem: fomentar, na área urbana do município, a formação de uma rede de centralidades com diversidade de usos para aproximar moradia, trabalho e demais espaços de atividades (artigo 4º, item III).
Ou seja, moldar uma cidade que não dependa do inferno de uma Avenida Brasil para poder prover empregos e funcionar!
A beleza de assistir àquelas propagandas sobre mobilidade urbana e bicicletas sem achá-las ridículas por estar a mais de 60 quilômetros distante do trabalho…

O estudo me levou a outras peculiaridades bastante interessantes que vou tentar listar brevemente:

  • A taxa de permeabilidade dos terrenos;
  • O licenciamento de obras e atividades (e a conscientização de que minha própria casa foi inteiramente reformada em condições absolutamente irregulares);
  • O Estudo de Impacto Ambiental (EIA);
  • O Estudo de Impacto na Vizinhança (EIV)…

De aprender isso tudo e ter a certeza de que nesse monte de condomínios construídos por toda a cidade nos últimos anos provavelmente não fizeram nada disso: até têm a aparência mais bonita que a das favelas, mas cimentaram áreas originalmente permeáveis, superpopularam espaços sem alargamento de vias, não substituíram encanamentos e deixaram o equipamento de transmissão de energia subdimensionado…
Ora, podem notar que os locais onde foram inseridos se tornaram verdadeiras bombas demográficas: engarrafamentos dentro do bairro, falta de água potável, inundações, alagamentos, apagões…
O Rio de Janeiro continua lindo de morrer… de desgosto!!!

Tudo isso parece muito, mas eu nem mencionei a falta de educação endêmica dos motoristas cariocas e o trânsito no estilo corrida maluca, assim como deixei de fora a eterna insegurança de estar lidando com pessoas capazes de querer levar vantagem em tudo, mesmo ao custo do prejuízo alheio.
Enfim, quando pego a Via Dutra e a maioria das ultrapassagens é feita — com seta! — pela esquerda.
Quando chego numa cidade onde as pessoas me olham nos olhos e demonstram genuíno interesse em responder minhas questões (além de me permitir fazer leitura labial por conta da minha surdez!).
Quando a diferença do valor da gasolina gira em torno de 1 real a menos (por litro!)
Percebo que já passou da minha hora de sair dessa bagunça e ir colaborar com a sociedade em um espaço mais civilizado onde se é possível viver… e não apenas sobreviver.

A única coisa que me prendia a essa cidade era minha mãe e, como referenciado no início do texto, sua partida trouxe um redemoinho na perspectiva de minha vida: alívio pelo fim do sofrimento dela, desespero financeiro e esperança de mudança… e essa última, de proporcionar uma vida mais digna à minha família, exigiu muita determinação: se a vida é uma maratona, tinha chegado o momento de reunir forças e tentar a

ARRANCADA FINAL

Escola Estadual Ayr Picanço Barbosa de Almeida.
Domingo, dia 1º de dezembro de 2019.
Eu gostaria de estar calmo e concentrado, mas se por fora conseguia parecer uma pessoa quase normal, por dentro acontecia uma tempestade psíquica e emocional.
Talvez eu devesse esconder isso de todos, mas vou tentar transcrever um pouco da sequência que teve lugar em minha mente após o Alessandro ter me deixado na Praça Guiricema.

Conforme andava em direção ao portão da escola, ia lembrando do que estava fazendo exatamente naquele horário do domingo anterior.

Revivi a desolação pela não chegada da ambulância que minha irmã acionara desde as 5:30h. Tentei não relembrar que, tentando acelerar o processo, dirigi pelo Bairro Adryana inteiro parando para falar com os seguranças, entrei pela estrada da Posse e fui até o West Shopping implorar aos policiais que lá se posicionam para tentar o acionamento via rádio… depois voltei, sentei na varanda e enquanto tomava café comecei a sentir um frio inexplicável.
Após tantos anos convivendo com os altos e baixos de minha mãe, não fui capaz de antecipar que, daquela vez, não iria ficar tudo normal e decidi ir em casa buscar um casaco e deixar a esposa e as crianças na igreja.

Os portões estavam abertos e eu entrei para encontrar a sala onde iria realizar a prova.

Eu chegando no portão e o telefone tocando — “mamãe partiu”.
O sentimento de impotência, a incredulidade de perder mais alguém num domingo, a chegada para encontrar seu corpo sem vida, na cama, dentro de casa.
A desordem mental, o desespero para acionar os seguros (que não deram suporte) e legista, a agonia de informar o fato às pessoas, o constrangimento de não compreender o que as pessoas falavam enquanto me abraçavam…

Descoberta a sala e enquanto aguardava o horário para entrar, tentei me distrair batendo uma foto do local que, em qualquer outra ocasião, aparentava ser bastante acolhedor.
Aberta a porta, seguir a numeração correta das carteiras para encontrar meu lugar, ficar observando a aparência dos outros candidatos e imaginando as histórias de vida por trás daquele momento que nos punha como oponentes em competição pela única vaga em jogo…

Provas na mesa, relativa dificuldade para escutar as instruções, faço cara de estar entendendo, boa sorte a todos e PODEM COMEÇAR!!!
Enquanto ia extraindo tudo o que pude estudar, pulava as questões onde sentia conflitos e circulava as poucas que já não entendia desde o enunciado.
Acabei a passagem fácil e reiniciei atacando apenas as sem círculos, com muita atenção e lógica: foi desgastante e demorou bem mais do que eu esperava… mas aí as pessoas começaram a levantar e me assustei por não estar no meio da minha prova: ou estava concorrendo com gênios, ou isso significava que eu tinha alguma vantagem sobre muita gente!
Por fim, pensando que ainda teria uma hora inteira, comecei a debulhar os números circulados, considerando primeiro o que não poderia ser resposta: o coração foi pulando cada vez mais forte, o suor frio escorrendo pelas costas, os braços e as mãos começaram a tremer e eu pensando que ainda teria uma hora de sofrimento, mas, de repente, a fiscal anunciou bem alto e eu não pude deixar de ouvir e entender: FALTAM 15 MINUTOS!!!
O coração pinoteava mais que cavalo xucro e a mão já tremia tanto que pintar completamente os quadradinhos de resposta já era um desafio tão grande quanto a resolução das questões: olhei pela janela através da qual podia enxergar a lateral da residência ao lado, senti o clima agradável que estava lá fora, imaginei o quão intensamente eu queria morar naquela cidade e, chutando as últimas questões, encerrei minha tentativa.

Belíssima foto de Edson Gonzaga

Ora, se havia apenas uma vaga para tão cobiçado cargo, já saí dali me considerando fora do páreo: certamente há de existir pessoa bem ais treinada que esse velho surdo, capaz de gabaritar aquele certame e, talvez por já ser joseense, continuar residindo na cidade sem nem reconhecer o quão excelente oportunidade de vida está tendo.
Não chorei, pois minhas lágrimas haviam secado na segunda-feira anterior enquanto sepultava minha mãe, mas senti uma desolação tamanha que, apesar da pulsação já estar normalizada, o peito doeu pelo tamanho vazio que se instalou lá dentro.
Me senti derrotado.
Sentei no banco do ponto de ônibus da Avenida Ouro Fino e, enquanto esperava Alessandro e a família saírem da igreja para me buscar, observava os outros candidatos partindo, o tráfego fluindo suave pela via perfeitamente pavimentada, a tranquilidade do interior unida à qualidade de uma cidade desenvolvida… e sofria por, mais uma vez, sentir que ainda não era minha vez de poder me tornar cidadão de São José dos Campos.

Minha carona chegou: fomos para casa, almoçamos e decidi que ficar ali só aumentaria minha melancolia.
Resolvi passar no Center Valle pra comprar uma capinha nova para meu celular e acabei descobrindo que o paraíso não é perfeito: o shopping estava tão lotado, mas tão lotado… que precisei dar três voltas inteiras (inclusive no prédio-garagem) até achar uma vaga para estacionar!!
Quem dera os problemas de minha cidade se resumissem a isso…

Por hoje já falei demais, mas pode ter certeza de que essa história ainda precisa de mais uma parte para chegar ao final: obrigado por ter lido e, se gostou e quiser me ajudar a ter uma perspectiva de vida melhor, não vou ficar chateado com comentários, compartilhamentos e curtidas… você pode me ajudar?

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