10 Anos No Mundo De Eventos

EVENTUAIS CONSIDERAÇÕES, SEM E COM SURDEZ

Após atuar por 10 anos no mundo de eventos, acho que já posso emitir opiniões sobre um pouco do tudo que pude observar e conviver: o povo de eventos, sem rotina nem hora certa para trabalhar, é guerreiro e dentre eles podemos encontrar alguns dos melhores profissionais, passíveis de atuar em quase qualquer setor, desse país… e até de outros!

Enquanto a turba fica discutindo direitos trabalhistas e firulas utópicas, o povo de eventos vai conquistando seu dinheiro de oportunidade em oportunidade, negociando seus cachês em função de quantas horas irá trabalhar e de quantas línguas deverá empregar no serviço, tendo a liberdade de dizer não a clientes inconvenientes e, o melhor de tudo, sem a hipocrisia legislativa de um estado controlador que, na realidade, pouco se importa com algum bem-estar e só quer mesmo é se apropriar de boa parte do valor movimentado nessa relação trabalhista!
É por isso que eu respeito e muito aquele povo que se oferece para capinar o seu quintal e sua calçada para ganhar um troco no final, pois, na verdade… eu sou exatamente igual a eles!!!

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Aventuras de Férias

Desconcertante

UMA CURTA HISTÓRIA SOBRE O FLUXO DA BONDADE

Ontem fomos ao jardim zoológico.
Eu, esposa e duas crianças… de trem. No verão infernal do Rio de Janeiro.
Fiquei muito contente porque o ar-condicionado do trem estava funcionando, mas o que me encantou foi a educação de quem, ao me ver com o menino de um ano no colo… cedeu o lugar!

Sim, eram quase 10 horas da manhã e fomos confortavelmente sentados: não tenho uma vírgula a reclamar do serviço prestado pela Supervia, tanto na ida quanto na volta… inclusive um episódio desconcertante ocorreu dentro do trem, bem no final da aventura, e teve consequências didáticas que, espero, fiquem marcadas em meu coração para sempre.
Vou contar…

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Economizando mais de R$ 1.000,00

Refém Rebelde

INCLUSÃO TECNOLÓGICA DE SURDOS: DOR E DELÍCIA NUMA INDÚSTRIA DESUMANA

Há pouco mais de um mês passei pelo infortúnio de uma maior degradação em minha audição e isso me tornou ainda mais dependente de minhas próteses auditivas, particularmente para conseguir realizar telefonemas e ter acesso aos recados de voz, bastante comuns em aplicativos como o Messenger e o WhatsApp.

Antes disso minha surdez era classificada apenas como “moderada” e confesso que não sabia o quanto isso, apesar de ruim, era “bom”: às vezes até podia me dar ao luxo de realizar atividades sem usar os aparelhos, pois a sensação era (apenas) a de estar com um travesseiro ao redor da cabeça e, mesmo com os sons abafados e as vozes incompreensíveis, os sons do ambiente eram distintos… especial e prazerosamente a música.
Agora nem com grande esforço sou capaz de ouvir minha própria voz, respiração ou pulsação, quanto mais a maior parte do que soa no ambiente!

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Se Lembra Quando Era Só Brincadeira?

Você, quando era criança, já tapou os ouvidos para experimentar como seria ser surdo ou qual a sensação de não ouvir nada?
Já usou isso para, numa conversa chata, fazer pirraça dizendo “não ouço nada”?

Agora estou habilitado — ou desabilitado? — a contar que mão no ouvido não chega nem perto da sensação absolutamente claustrofóbica de não mais ouvir sua própria respiração, pulsação… nem mesmo a própria voz!!
Pois não foi que dia 04 de novembro, vai fazer um mês depois de amanhã, acabei sendo premiado com um aprofundamento nessa experiência?

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