10 Anos No Mundo De Eventos

EVENTUAIS CONSIDERAÇÕES, SEM E COM SURDEZ

Após atuar por 10 anos no mundo de eventos, acho que já posso emitir opiniões sobre um pouco do tudo que pude observar e conviver: o povo de eventos, sem rotina nem hora certa para trabalhar, é guerreiro e dentre eles podemos encontrar alguns dos melhores profissionais, passíveis de atuar em quase qualquer setor, desse país… e até de outros!

Enquanto a turba fica discutindo direitos trabalhistas e firulas utópicas, o povo de eventos vai conquistando seu dinheiro de oportunidade em oportunidade, negociando seus cachês em função de quantas horas irá trabalhar e de quantas línguas deverá empregar no serviço, tendo a liberdade de dizer não a clientes inconvenientes e, o melhor de tudo, sem a hipocrisia legislativa de um estado controlador que, na realidade, pouco se importa com algum bem-estar e só quer mesmo é se apropriar de boa parte do valor movimentado nessa relação trabalhista!
É por isso que eu respeito e muito aquele povo que se oferece para capinar o seu quintal e sua calçada para ganhar um troco no final, pois, na verdade… eu sou exatamente igual a eles!!!

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Momento de reflexão

Teóphilo, O Fracassado

Gostaria de dizer que meu nome é Teóphilo Noturno…
Mas se minha intenção é ser completamente sincero nessa apresentação, talvez eu deva começar assumindo que, sob uma perspectiva evangélica moderna, não passo do mais completo e retumbante fracasso!
Para essa gente que se sente compelida a seguir apenas os “grandes ganhadores de almas”, já começo admitindo que nunca, em oportunidade alguma, fui capaz de ganhar uma alma sequer… nenhuma!

Atordoante isso, não?
Mas talvez seja melhor oferecer uma explicação e nada melhor que, para isso, citar as palavras do próprio Senhor Jesus Cristo?

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Um sonho dos surdos oralizados

Cinema Surdo

MAIS FÁCIL QUE FAZER SESSÕES PARA BEBÊS!

Só quem verdadeiramente não é capaz de ouvir pode saber a gama de privações que nos exclui de atividades que tão banais e essenciais como ouvir música, dançar… há casos em que nem mesmo recursos tecnológicos — como as próteses auditivas e os implantes cocleares — são suficientes para garantir a plena acessibilidade a coisas que, sem dúvida, poderiam promover bem estar e, consequentemente, a saúde psicológica de quem foi acometido pela surdez.

Ao contrário de minha última postagem e apesar do título remeter diretamente à clássica canção “Cinema Mudo”, dos Paralamas do Sucesso (que eu parafrasearia, na versão surda, como “Microfones em Recesso”), não vou falar de música hoje, mas de outra dentre minhas atividades preferidas nesta existência: ir ao cinema!

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Versão de "Toda Forma de Poder"

Toda Forma De Surdez

ENGENHEIRO DO “OUVE AÍ”

Hoje acordei inesperadamente inspirado e pela manhã, enquanto a podóloga ia removendo com britadeira os resíduos fósseis encravados, eu ia tentando encaixar tudo o que vivenciei desde o meu ingresso nos grupos de surdez das redes sociais no clássico “Toda Forma de Poder” dos Engenheiros do Hawaii:

Eu presto atenção no que eles dizem
e sem aparelho eu ouço nada
Iéié

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