Dominical

A OPRESSÃO DA FINITUDE

O mal estar dos domingos
vem de quando meu irmão ia para Guaratinguetá estudar;
foi reforçado quando eu também passei a ir pra lá…
consolidou no domingo que ele foi para de onde nunca voltará.

Depois foi meu primo adotivo, Vieira,
que num acidente de domingo também partiu;
E agora, por fim, minha sogra,
que também num domingo sucumbiu.

Domingo, para uns dia d’O Senhor e reverência profunda;
Dia que os torcedores do futebol podem achar lindo…
Pensando bem, prefiro a “dureza” de recomeçar a vida na segunda
que a melancolia de ver a morrer mais um domingo.

QUEM FALA O QUE QUER...