Isso é “Gópi”!!!

PEQUENO EPISÓDIO ESTRANHO NO LINKEDIN

Após haver trabalhado loucamente por seis meses, decidi que não me fará mal uma recolocação no mercado profissional e tenho usado o LinkedIn para me iludir e decepcionar, pois minhas candidaturas à poucas ofertas que fizeram meu coração palpitar foram solenemente ignoradas… sem nem uma mensagem de “vimos” ou “nem olhamos” seu currículo!

A questão é que também surgem muitos convites para novas conexões e, assim como no Facebook, não tenho muito a esconder e costumo aceitar a maioria das pessoas que estejam dentro de algum contexto no qual eu também esteja envolvido.
Só que este domingo recebi um convite incomum:

https://uk.linkedin.com/in/russell-bennett-23b0694b/pt

O que um gerente de banco em Londres iria querer comigo?!?
Pior, para dramatizar ainda mais, deixou a seguinte mensagem na caixa postal:


Pensei bem e, como não tenho nada a perder, decidi responder… vai que ele estivesse precisando de um assessor lá na Europa, não é mesmo?


Oi,
Não estou muito confiante com este contato, mas preciso saber o que você poderia querer falar comigo…
Por favor, sem anexos e sem links, diga-me o que eu poderia fazer por você.
Atenciosamente,
Geovane Souza

Admito que poderia ter sido menos ríspido, mas ando tão sem paciência para besteira que essas foram as únicas palavras que consegui formular.
Depois de ter enviado fiquei imaginando o quão indignado um verdadeiro lorde inglês poderia ficar ao receber tamanho descaso de um neguinho — tudo bem, negão — brasileiro: se fosse algo de bom eu poderia ter posto tudo a perder…

Mas parece que minha frieza não espantou o “Sir” Bennett e ele educadamente respondeu e explicou seus objetivos:


Gente!!! Isso não é historinha para boi dormir?!?
Primeiro que “Souza” só perde — se é que perde — para “Silva” em termo de nome ordinário aqui na Banânia: um dos dias mais frustrantes de minha vida foi quando descobri que “Geovane” equivale a “João” em italiano, pois ter consciência de que “Geovane Souza” não passa de um “João Silva” — ou seja, quase um “John Doe” — melhorado… foi bastante decepcionante!

Depois esse historinha sobre os mais de 4 milhões de libras que o Sr. Guerra Souza, cidadão do “meu país”, deixou à deriva quando morreu no terremoto do Japão em 2011… tá parecendo papo de presidiário dizendo que você foi sorteado com um carro do Faustão!

Enfim, um gerente que fosse ético não iria buscar um “Souza” qualquer do Brasil para propor uma movimentação, no mínimo, indevida… isso chega a ser imoral e se esse Russell não for um golpista, deveria ser demitido quando soubessem que anda fazendo propostas desse tipo a estranhos!
Indignado, decidi responder:


Oh, realmente sinto muito por isso, mas eu não tenho (estava irado e engoli o “ don’t have”) nenhum tipo de relacionamento — não é meu familiar, não é meu amigo … — com o Sr. Guerra Souza e nunca poderia receber nada dele.
Sou um cristão que vive uma vida em busca da verdade e, mesmo por um valor abusivo de dinheiro, nunca poderia mentir ou concordar com qualquer “mudança suspeita dos fatos”.
Boa sorte com sua busca e Deus te abençoe se isso for real, mas … se não… espero que Ele coloque Suas mãos sobre você e, você sabe, Ele é amor, mas também é justiça ardente.
Cumprimentos!

E aí?
Deveria ter dado linha para saber o quão longe essa criatura iria?
E se fosse verdade, será que mover dinheiro alheio não me tornaria tão corrupto, ladrão e sujo quanto os políticos brasileiros?

Nada na minha vida veio fácil e o pouco que tenho foi (e continua sendo) conquistado com muito esforço: é difícil, mas é justo e me permite dormir na mais absoluta paz!
Notem que não estou recusando receber mais de 4 milhões de libras que algum de vocês queira me doar, mas se quiser fazer o bem, a mim ou a qualquer outra pessoa, por favor… faça direito!

Vale mais ter um bom nome do que muitas riquezas; e o ser estimado é melhor do que a riqueza e o ouro.
(Provérbios 22:1)

e

É melhor comer um pedaço de pão seco, tendo paz de espírito, do que ter um banquete numa casa cheia de brigas.
(Provérbios 17:1)

Obrigado pela atenção.

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