Geovane Souza em plano detalhe preto e branco com uma reação de dor intensa durante tratamento nervoso.

Cinquenta Tons De…

Até Onde Vai Sua Imaginação?

Então… naquela segunda-feira quente e dentre todos que estavam naquela sala, ela me chamou ao ver meu membro amolecido e sem capacidade de reação.

Olhou meu corpo de cima a baixo e ordenou que tirasse o calçado.
Obedeci.

Com sua voz firme, me instruiu para que deitasse na cama e aguardasse.
Foi então que pude prestar atenção nas pessoas ao redor: seus gemidos e ocasionais gritos preenchiam o ambiente e me distraíram, impedindo de perceber que ela se aproximava, por trás, de mim.

Somente quando segurou firme em meu braço fui me dar conta de que havia chegado a minha vez e, pego distraído, sequer tive tempo para reação: suas mãos treinadas e experientes levantaram com força meu antebraço, fazendo meu enrijecido esternocleidomastóideo pulsar de maneira inesperadamente dolorosa.
Tudo isso acabou me levando a gemer sem pudor diante de todas aquelas pessoas.

O Fim Do Pudor…

A partir dali, perdi totalmente a vergonha: durante aquela intensa sessão, com movimentos fortes e ritmados, eu, Geovane Souza, me rendi a habilidade de suas mãos, não mais me importando pelas vezes em que — ao ter meu corpo explorado e levado a ultrapassar seus limites — gemi alto, gritei… e confesso, envergonhado, cheguei até a babar.

Nem sei quanto tempo fiquei ali, sendo objeto daquele vigoroso processo de manipulação que me fazia sentir tal qual um boneco, capaz de, por vezes, emitir sons tão estranhos que atraíam a atenção dos desconhecidos naquele ambiente.

Porém, subitamente, ela parou e, devolvendo-me a uma posição de repouso, disse:

— Esse seu nervo radial ainda leva um tempo para mostrar reação: vamos precisar exercitar muito seus membros superiores até esse braço ficar completamente bom, hein?
Te vejo na quarta.

Se virou e foi atender o próximo paciente, me deixando sozinho e ainda meio tonto. Levantei, me recompondo e já preparando o espírito para a próxima sessão de tratamento.

50 Tons De… Fisioterapia

Geovane Souza em maca de fisioterapia com balões de onomatopeia destacando sua reação ao tratamento do braço direito.
Nem o Batman apanhou desse jeito: a reação ao esforço para recuperar a motricidade do membro superior.

Nota do Autor: Este relato, embora use o humor da ambiguidade, é a memória real da minha reabilitação em 2014.
Após o acidente que paralisou minha mão direita, a fisioterapia foi o caminho para recuperar minha autonomia: a dor que senti naquele processo foi o sinal de que eu estava reagindo.
Explore essa filosofia no texto: Amara Relevium.

Inscrever-se
Notificar de
0 Comentários
mais antigos
mais recente Mais certificado