Retrato de Geovane, autor do site, na página Elucubrações. Ele aparece num estilo 'Morpheus', sentado numa biblioteca escura, oferecendo uma pílula vermelha e uma azul, convidando o leitor a escolher entre a verdade e a ilusão.

Elucubrações

Elucubrar é trabalhar à luz de candeia, é queimar as pestanas em busca de sentido. Aqui não ofereço respostas fáceis (a pílula azul), mas a minha tentativa honesta de encarar a realidade (a pílula vermelha), seja ela sobre o silêncio da surdez ou o ruído do cotidiano.

Meu Irmão

Geovane Souza, criança, agachado ao lado de seu irmão, Ignácio, sob a sombra de uma árvore em 1978.

A falta da figura paterna me levou a buscar substitutos. O primeiro e mais óbvio foi meu irmão, o herói talhado pelo voo e pela tecnologia militar...

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Ad Hominem

Há 10 anos comecei a escrever artigos cujo teor frequentemente conduzia a debates inflamados e descobri que, quando se extinguem os argumentos pertinentes, as pessoas incompetentes costumam iniciar ataques tentando…

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Cabelo Ruim

Foto em preto e branco de 1975 mostrando Geovane Souza ainda criança, um menino negro de cabelos curtos e crespos. Ele segura um violão acústico maior que seu corpo e sorri com inocência para a câmera, usando uma camisa de gola listrada. A imagem ilustra a pureza da infância antes da consciência do preconceito racial e estético.

Das memórias traumáticas do pente quente e do alisamento forçado às fronhas manchadas de sangue pela foliculite decalvante: minha relação com o estigma do "cabelo ruim" nunca foi sobre identidade, foi sobre sobrevivência.

Neste texto visceral, narro minha jornada de dor desde a infância pobre, os diagnósticos médicos errados (de alergia a psoríase) e a decisão radical de eliminar cada fio via laser para me tornar o careca mais feliz do mundo. Um manifesto pessoal sobre aceitação, saúde e o alívio de não ter que sentir orgulho de algo que só me machucava.

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