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E QUANDOPIOR VILÃO… É PARTE DA FAMÍLIA ?

Tem­po esti­ma­do de lei­tu­ra : 9 min

Não viu nada espe­ci­al nela, mas foi em fren­te
Casou por­que era nor­mal casar
Era um xucro sem res­pei­to… nem pelo pró­prio matrimô­nio
Foi pon­do filhos no mun­do por­que a pro­gra­ma­ção da TV era cha­ta quan­do não esta­va pas­san­do fute­bol
O tem­po foi majo­ran­do o incô­mo­do dos tan­tos per­cal­ços que atra­pa­lha­vam sua tran­qui­li­da­de
As cri­an­ças, ino­cen­tes fla­ge­los, eram moti­vo de dis­cus­sões vul­câ­ni­cas onde o san­gue pul­sa­va na gar­gan­ta
Até que um dia, por um moti­vo bobo como um copo de cer­ve­ja que­bra­do pela filha mais velha (que nem tinha cin­co anos), per­deu as estri­bei­ras e a mulher pulou na fren­te para impe­dir que espan­cas­se a cri­an­ça… e aca­bou ela pró­pria sen­do o saco de pan­ca­das aque­la noite.

Aqui­lo não era um lar, mas um cas­te­lo de ira e medo
O “rei” impu­nha sua tira­nia a tro­co de humi­lha­ção : se esta­vam comen­do era por­que ele era o pro­ve­dor… res­pei­tem o rei!!!
Bebia e traía cada vez mais… será que hou­ve sen­ti­men­to algum dia ?
Ofen­dia, humi­lha­va, asse­di­a­va…
Até seu cor­po, cheio de sebo pela fal­ta de higi­e­ne, cau­sa­va mal estar feden­do a suor e álco­ol…
Sua paten­te degra­da­ção foi coro­a­da com a demis­são
(Tal­vez não tenha nem sido cul­pa dele, pois o esta­lei­ro faliu…)
Vie­ram os bicos, aumen­tou o can­sa­ço e pio­rou o infer­no
Acho que a úni­ca coi­sa que ele ama­va era o flu­mi­nen­se, pois até hoje não sei se ele che­gou a abu­sar ou não do penúl­ti­mo filho, aque­le a quem fazia ques­tão de ficar cha­man­do de “via­di­nho”… por­que da filha ele abu­sou e, após dis­so, a espo­sa dei­xou de se sub­me­ter às suas safa­de­zas fedo­ren­tas.
Não demo­rou mui­to e o ber­ne aban­do­nou o navio.


Hoje, enquan­to almo­ça­va, assis­ti TV : fala­vam sobre os velhi­nhos aban­do­na­dos em um asi­lo
Seres qua­se ange­li­cais e chei­os de can­du­ra
Lar­ga­dos ao des­ti­no incer­tos por seus cruéis fami­li­a­res
A repór­ter anda­va den­tro daque­le par­di­ei­ro e o câme­ra ia focan­do nas expres­sões, espe­ci­al­men­te nos olhos dos ido­sos
Até que de repen­te o sabor sumiu em minha boca quan­do reco­nhe­ci os olhos daque­le des­gra­ça­do !
Lem­brei do Natal que ele, antes mes­mo de casar, estra­gou… e eu tinha só cin­co anos !
Lem­brei dele ten­tan­do estu­prar a cunha­da, ofen­den­do a sogra, o sogro, os cunha­dos, até a avó da espo­sa!!!
Lem­brei do filho que ain­da esta­va den­tro da bar­ri­ga da mulher e que ele matou de tan­to socar…
Lem­brei de cada per­ver­si­da­de que aque­le cão imun­do come­teu e, nes­se ins­tan­te, me veio a von­ta­de de per­do­ar… sério !

Meu per­dão con­sis­te em fin­gir que não vi aque­la figu­ra sór­di­da
Meu per­dão foi não sair dali para socar aque­la cara até virar purê de san­gue
Tenho cer­te­za de que, assim como mais alguns ali, ele só parou de fazer per­ver­si­da­des por­que não teve mais for­ças, pois se tives­se iria con­ti­nu­ar ofen­den­do, estu­pran­do, asse­di­an­do… matan­do !
Acho que nem falar aque­le dia­bo con­se­gue mais, pois ficou chu­pan­do as gen­gi­vas com pou­cos den­tes e rin­do para a câme­ra, mas tenho cer­te­za que sua von­ta­de era a de gri­tar mui­tos pala­vrões ou… “flu­mi­nen­se” (?)
Meu per­dão, ser odi­o­so, é te dei­xar vivo envol­to em suas pró­pri­as fezes

Fiquei com rai­va daque­la equi­pe de TV : ban­do de estú­pi­dos capa­zes de que­rer com­pa­rar todos aque­les anciãos chei­os de his­tó­ria com cri­an­ças em um orfa­na­to… aliás, mano­bra pare­ci­da com a dos esquer­dis­tas que cons­tan­te­men­te com­pa­ram cri­mi­no­sos com fetos

E a vocês, lei­to­res, peço duas coi­sas :
A pri­mei­ra é que pen­sem bas­tan­te antes de acre­di­tar em mui­tas des­sas cam­pa­nhas ange­li­cais e chei­as de boas inten­ções pro­mo­vi­das pela mídia
A segun­da é que per­do­em minha sin­ce­ri­da­de, mas pas­sa­do o ímpe­to assas­si­no… vol­tei a comer, escre­vi esse tex­to e nun­ca mais que­ro pen­sar nis­so.
Obri­ga­do.

Me dá um “joi­nha”?
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    Sha­re

Geovane Souza

Já fiz e faço tantas coisas que só criando um site para concentrar e apresentar essa variedade.

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